quarta-feira, 4 de abril de 2012

Foto mais cara do mundo é tão cara quanto blasé

  • Por Andrew Tarantola
Andreas Gursky é famoso por suas paisagens coloridas incríveis, apesar de a foto acima ter apenas cinza e verde. E mesmo assim ela virou a fotografia  mais cara do mundo, custando US$4,3 milhões.
Trata-se da “Rhein II”, de Gursky, uma foto de um famoso rio na Alemanha. Ela entrou em leilão na Christie’s na terça, derrubando o o recorde anterior de US$3,9 milhões pela foto de Cindy Sherman, “Untitled #96″, vendida em maio. Ironicamente, a “Untitled #96″ havia destronado um trabalho anterior de Gursky, “99 Cent II Diptychon”, que foi vendido por US$3,35 milhões em 2006. Interessante saber que o mercado de fotografia artística de alto padrão está movendo a economia nesses tempos turbulentos. [BuzzFeed]
As 15 fotos mais caras da historia‏

Culture Buzz
 A few days ago, Cindy Sherman's Untitled #96 sold for a whopping $3,890,500. Here's a list of the most expensive pictures ever sold, which you can view for way, way less than 4 million dollars. Worth the money? (Warning: some NSFW)

Dave Stopera posted about 5 months ago
  • 15. Robert Mapplethorpe, Andy Warhol (1987)

    Sold for $643,200
  • 14. Eugčne Atget, Joueur d'Orgue, (1898-1899)

    Sold for $686,500
  • 13. Gustave Le Gray, The Great Wave, Sete (1857)

    Sold for $838,000
  • 12. Joseph-Philibert Girault de Prangey, 113.Athčnes, T[emple] de J[upiter] olympien pris de l'est (1842)

    Sold for $922,488
  • 11. Peter Lik, One (2010)

    Sold for $1,000,000
  • 10. Edward Weston, Nautilus (1927)

    Sold for $1,082,500
  • 9. Richard Avedon, Dovima with elephants (1955)

    Sold for $1,151,976
  • 8. Richard Prince, Untitled (Cowboy) (1989)

    Sold for $1,248,000
  • 7. Alfred Stieglitz, Georgia O'Keeffe Nude (1919)

    Sold for $1,360,000
  • 6. Alfred Stieglitz, Georgia O'Keeffe (Hands) (1919)

    Sold for $1,470,000
  • 5. Edward Weston, Nude (1925)

    Sold for $1,609,000
  • 4. Dmitry Medvedev, Kremlin of Tobolsk (2009)

    Sold for $1,750,000
  • 3. Edward Steichen, The Pond-Moonlight (1904)

    Sold for $2,928,000
  • 2. Andreas Gursky, 99 Cent II Diptychon (2001)

    Sold for $3,346,456
  • 1. Cindy Sherman, Untitled #96 (1981)

    Sold for $3,890,500

Como poucos viram: Foz do Iguaçu em 360 graus
Humberto Oliveira



Quem já foi até Foz do Iguaçu afirma que é
um dos lugares mais lindos do universo.
Parece que ali a natureza fez qustão de se
mostrar como poucos já viram na vida.

Para quem não teve a oportunidade de 
conhecer, aqui vai uma oportunidade, ainda
que virtual, de conhecer o lugar. Câmeras
que registram imagens em alta definição
permitem que você tenha uma visão de 360 graus. 


Gadget dos sonhos para quem casou antes da era digital

Alerta de wishlist! Que tal transformar em fotos digitais aqueles montes de negativos que a gente tem em casa? Adorei este aparelhinho que uma amiga me indicou por e-mail nesta manhã. A gente insere nele os negativos e ele converte as fotos para formato digital!

Uma ajudinha e tanto para quem casou antes da era digital ou para quem acumula caixas e mais caixas de negativos das fotos de quando era criança.
O aparelhinho é vendido online na Brookstone por apenas US$ 99. Fiz uma pesquisinha no site da loja atrás das informações de entrega para o exterior. O iConvert Instant Slide & Negative Scanner ainda não é enviado para a América Latina, mas isso deve mudar em breve. Vale ir visitando o site de tempos em tempos para checar se o Brasil já entrou na lista de países atendidos.


Fonte: Clicrbs

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Cartões de memória todos iguais:


Foto: Miguel Ugalde / Stock.xchng

Na  digital, o armazenamento das através de cartões de memória é imprescindível, mas algumas pessoas acabam adquirindo esse acessório fundamental, sem saber avaliar alguns critérios importantes.



As variações de preços dos cartões de memórias podem ser enormes, mas é preciso avaliar bem antes de comprar, pois existem diferenças que muitas vezes não são levadas em consideração.

Um cartão de 4GB pode chegar a ter o mesmo preço de um de 16GB ou até mesmo o dobro de um outro com a mesma capacidade de armazenamento. A justificativa para isso, é a sua taxa de transferência (megabytes por segundo), que é determinada pela sua classe. Além do espaço de armazenamento, os cartões possuem uma propriedade de velocidade de armazenamento que podem influenciar bastante no preço e eficiência do produto. Essa informação é muitas vezes ignoradas tanto por consumidores quanto por vendedores (muitas lojas nem mesmo colocam essa informação no produto).

Embora a maioria sempre compre o cartão pela capacidade de armazenamento, é preciso avaliar que na hora de fotografar, um cartão muito lento e a escolha de um formato de arquivo muito grande (RAW por exemplo), podem fazer com que o fotógrafo perca algum momento importante enquanto registra um evento, pois a  ficará sobrecarregada e inoperante durante alguns segundos, enquanto processa as fotos anteriores.

Utilizando 2 cartões SDHC de 4GB, que apresentavam uma grande diferença de taxa de transferência entre eles um Kigston de 4MB/s (classe 4) e um SanDisk Extreme de 30MB/s (Classe 10), pude perceber bem essa diferença. O cartão de classe 4 (o mais comum no mercado) é muito mais lento e não suporta muitas fotos RAW (20MB aprox.) em sequência, enquanto o de classe 10 (pelo menos 7x mais rápido) não apresentou nenhum problema.

(Cartões SDHC: Kigston Classe 4 e SanDisk Extreme Classe 10) 


Como fazer um portfolio


Aqui vão alguma dicas de como apresentar um bom portfolio.

Há algum tempo postamos uma mensagem de que vamos colocar os portfolios de nossos leitores, a partir dai passamos a receber diversos e-mails com os portfolios dos mais variados tipos.

Mas infelizmente a galera ainda tem vários erros mortais que eliminam até o melhor dos candidatos numa seleção, por isso que estou demorando tanto para postar os portfolios que prometi.

Para quem não conhece, o publicitário Eugênio Mohallem criou um Manual do Estágiário , é um guia e quase um dossiê de como montar um portfolio de arte para publicitário. O manual é tão bom que apesar de ser antigo, serve até hoje também para quem é designer ou quem já está no mercado a anos.
Se você não tiver paciência de ler (mas devia), aqui vão algumas dicas principais do que pode queimar seu filme no portfolio.

1ª) Jogue fora seu currículo. Como a imagem acima sugere, esqueça o currículo mesmo que online. Com um bom portfolio ninguém vai querer saber se você estudou na faculdade X ou Y, nem se você fez curso de inglês, muito menos o número do seu RG (tem gente que ainda põe isso). O selecionador vai se concentrar no que pode fazer por ele.
Você fez curso de Photoshop? Tô nem ai, tem gente que não fez e sabe mexer melhor do que você.
No lugar disso faça um resumo do seu perfil em 5 ou 6 linhas, pense como o Twitter, onde 140 caracteres bastam para mandar uma mensagem.

2ª) Não seja pato. É uma regra das boas agências não contratar profissionais patos.
O pato é um dos poucos animais da natureza que sabem andar, nadar e voar, mas não fazem nenhuma dessas coisas direito. Portanto você que é designer de embalagens, de logos, de revista, de vídeo, de web e afins por incrível que pareça vai ter menos chance no mercado. O melhor é se especializar naquilo que você melhor se encaixa.
É que nem minha prima, que fez administração e já tinha trabalhado numa confeitaria, e outro dia mandou currículo para o Bradesco sem dizer que cargo queria, depois de um tempo chamaram ela para copeira. Lógico que não aceitou, mas perdeu uma chance, pois alguém que poderia ter dado um emprego dentre tantos currículos leu o dela, mas não sabia o que ela queria.
Se mesmo assim você insistir nesta idiotice eclética por necessidade financeira, faça portfolios diferentes em sites diferentes onde quem visita um não tem como saber da existência do outro. Por exemplo Ilustração, Design, Publicidade, etc.

3ª) Tenha senso crítico. Coloque no seu portfolio apenas as melhores peças que você foi capaz de produzir. Eu sei que você passou noites em claro fazendo esses materiais e quando prontos são como um filho para você, mas nem todos nascem com a sua cara, ou a cara de como você quer parecer, então esconda o teste de DNA e negue qualquer envolvimento, diga que é filho do cliente.
Aliás, se o cliente aprovou  provavelmente não serve para seu portfolio. Todos bons designers e publicitários tem 80% a 100% de seus portifolios formado por peças fantasmas, por que você quer ser diferente?

4ª) Não basta ser fantasma, tem que causar espanto. Esta é a regra que todo mundo quer, que é a de fazer as melhores peças. Na verdade eu também não darei esta regra pois ela não existe.
Não existe uma fórmula ou um segredo para se fazer um bom portfolio. O que existe é muito trabalho, dedicação, tentativas e muitos erros. Só assim você poderá chegar a algum resultado.
Tirando aqueles estalos milagrosos que acontecem a cada 75 anos, pense que é necessárias 20 a 40 tentativas para sugir um bom logo ou anúncio.
Não plageie, mas você pode buscar inspiração em sites ou blogs especializados. Vai abaixo a lista de alguns dos que eu costumo ver, é bom salvá-los nos favoritos:
Assuntos Criativos (lógico), Choco La Design , Marketing na Cozinha , Design on the Rocks , Ads of the World , Puta Sacada , Bem Legaus , Caligraffiti , Espaço , Design in Box , Design Blog  e muitos outros (infelizmente não dá para colocar todos).
Imagine se algum de seus trabalhos está a altura de aparecer neles.

5ª) Como apresentar online? A não ser que você seja webdesigner, você não tem obrigação nenhuma de ter o site mais bonito da web. Lógico que a apresentação conta, mas um designer produto não precisa saber Flash ou código ActionScript no seu dia a dia e se ele souber, voltariamos com a história do "pato".
Você pode usar álbuns simples de fotos como o Picasa  ou o Flickr .
Mas se mesmo assim você acha que apresentação é tudo você pode contratar um bom WebDesigner e serviço de hospedagem ou usar o Carbonmade , o Deviantart , ou o Sites Google .
Não aconselho o uso de blogs. Eles têm a vantagem do selecionador poder assinar o RSS (o que quase nunca acontece), mas pecam pelo layout. Se optar pelo blog busque templates mais bonitos.
Atenção eu já vi sites muito sites bonitos com portfolios horríveis e me deu mais raiva do que se eu tivesse visto em outro lugar.

6ª) Poupe o tempo do selecionador. Provavelmente o selecionador também será seu futuro diretor de arte e o que ele menos quer é um subalterno que faça ele perder tempo. Como ele é um cara ocupado com tantos jobs em sua mesa, clientes te dando dor de cabeça e uma lista de portfolios para ver em sua caixa de entrada. Mostre que você é direto e prático desde antes dele te conhecer. Faça um portfolio objetivo com apenas 10 a 15 peças.
"Mas isso é pouco para mostrar o que sei. E meus outros filhos?" Como na história do twitter seja sucinto, se ele abrir uma página com o 50 trabalhos provavelmente vai fechar o navegador antes de ver os 5 primeiros que talvez nem sejam os melhores.
E quanto a história dos outros filhos, deixe isso para outro dia numa conversa informal.

Estas regras ainda são poucas, mas eliminam os erros mais graves.

Você que já enviou seu portfolio para nós e não publicamos é porque não gostamos ou não tivemos tempo. Tente fazer as alterações acima e enviar novamente .

Boa sorte!

Fonte: Assuntos criativos



Onde fica a porta de entrada do mercado?

Outro dia uma aluna perguntou sobre como começar no mercado, como conseguir clientes. É uma pergunta que já ouvi muitas vezes, de alunos, amigos, conhecidos e desconhecidos. Resolvi então escrever este artigo e dividir com vocês meus pensamentos sobre o assunto.
É realmente complicado dizer para qualquer pessoa que passos ela deve ou deveria dar, a experiência de um indivíduo em geral só serve para ele. Aquilo que eu faço para tentar conseguir conquistar um cliente pode ser funcional para mim, segundo meu jeito de ser, as características de meu portfolio e dos clientes que busco, mas as mesmas maneiras de agir podem ser um completo desastre comercial para outro fotógrafo.

Tive e tenho meu caminho na fotografia, mas ele começou há quase duas décadas, então haviam outras condições de mercado que não se assemelham em nada ao que temos hoje, a internet sequer existia, câmeras digitais também não e tudo o que vem junto com essas duas invenções, como a popularização da fotografia, o uso de redes sociais e tantas outras coisas que revolucionaram e mudaram por completo o mercado de imagem.

Mas algumas coisas não mudam e essas costumo apresentar em minhas palestras sobre vendas e marketing, e costumo usar como resposta a quem me pergunta sobre entrar no mercado. São em geral as palavras mais chatas e desanimadoras para se dizer a alguém, mas acho que se ninguém falar, muitos continuarão batendo com suas caras em portas por aí.





Tem coisas que não tem jeito, talvez a pior delas seja o fato de que não se entra no mercado com pressa, de um dia para o outro, nem de um ano para o outro, a curva de subida de um fotógrafo no mercado é grande e lenta, isso sempre foi assim e continua sendo. Do dia em que um fotógrafo se inicia, por exemplo se formando em um curso básico de fotografia, não leva menos de 2 ou 3 anos para começar a ter clientes de forma estável e assim ter um rendimento constante. Isso pouco se relaciona com talento ou capacidade técnica, mas com questões de confiança de mercado, com o fato dos consumidores começarem a perceber quem você é e ter confiança para finalmente lhe contratar.

Outro dia em uma palestra em João Pessoa para o projeto Retrato Social eu disse o seguinte aos ouvintes:

“Quantas pessoas vocês conhecem que se casaram, tiveram filhos, que abriram um comércio, produzem alguma coisa seja artesanalmente ou numa empresa e que nunca contactou um de vocês para a elaboração de fotos de todos esses acontecimentos?”

Quando alguém responde positivamente a isso percebe que as pessoas mais próximas a ela não a procuram quando precisam de fotos. Sendo assim, há algo de muito errado na forma como esse fotógrafo deixa o mundo saber o que ele faz.




  
Divulgação de trabalho, e consequentemente ter clientes, começa assim, de seus círculos mais próximos para depois os mais distantes. Faça um exercício e reveja sua lista de contatos, familiares, amigos e parentes distantes e divulgue para eles. Peça para que essas pessoas divulguem seu site e portfolio, afinal, se nossos amigos e parentes não fizerem isso, ninguém fará.

Tenho amigos no mundo todo divulgando meu trabalho através das redes sociais como Twitter, Facebook e Google+, no começo eu pedia para eles fazerem isso, a cada vez que produzia algo de novo e interessante mostrava a eles e perguntava se podiam passar adiante, como um favor, hoje eles fazem isso sem que eu peça por que me percebem como artista e gostam do que faço, tive que cultivar isso e esse cultivo leva tempo.

Agora, tenha a certeza de que tudo o que escrevi acima só funciona se na base houver um portfolio realmente bom, com qualidade técnica e artística, com fotografias que as pessoas gostem de ver e de fato queiram mostrar para seus contatos, pois bons fotógrafos existem aos montes, provavelmente aos milhões, então para ter destaque no mercado é necessário ser melhor que a média, e isso exige estudo e dedicação constantes.

Tendo um excelente portfolio e mostrando suas imagens para o mundo através de seus contatos em redes sociais, vender seu trabalho será consequência, e não um resultado a ser perseguido.

Para vocês terem idéia do poder das redes sociais, me tornei colunista e colaborador do Fotografia-DG graças ao conteúdo que eu posto no Twitter, e graças aos textos que aqui publico, fui convidado a dar uma palestra sobre mercado de fotografia, vendas e marketing na cidade de João Pessoa, estado da Paraíba, no nordeste brasileiro. Ilustro este texto com imagens que fiz exatamente na cidade de João Pessoa. Essas fotos, a palestra que apresentei lá, e vários amigos que fiz, só foram possíveis graças ao uso de redes sociais. Pense nisso.

Nos falamos em breve. 

[]’s


Fonte: Fotografia



Autor:

Armando Vernaglia Jr

Armando Vernaglia Jr tem mais de dez anos de experiência como fotógrafo publicitário e diretor de arte. Graduado em Publicidade e Propaganda e especializado em Comunicação Organizacional, é também professor de fotografia e palestrante. Seu trabalho pode ser conhecido em seu site - www.vernaglia.com.br . E você também pode seguí-lo no Twitter @VernagliaJr